Depois de certo tempo juntos, marido e mulher começam, sem perceber, a fazer valer sua própria vontade na vida conjugal. Isso pode acontecer quando, respeito de um determinado assunto, surge alguma divergência entre o casal. Em vez de conversar sobre a questão e orar diante de Deus a fim de buscar Sua vontade, os dois se apressam em impor sua respectiva decisão e, descuidadamente, abrem a porta para que outra vontade seja feita em sua casa: a de Satanás, o inimigo de Deus. Gostaríamos que você parasse agora um minuto refletisse: afinal, a vontade de quem está prevalecendo em sua vida conjugal?
Discussões, brigas e até separações brotam de pequenos deslizes. O inimigo de Deus, com toda sua astúcia, nunca desperdiça momentos em que marido e mulher se sentem “cheios de razão”: em ocasiões assim, homem e mulher estão vulneráveis a sua manipulação, e eles são enredados em enganos, reforçando seus argumentos e suas posições. Não percebem que estão sendo roubados no respeito mútuo, no amor e até no temor a Deus. Sim, porque o casal aos poucos vai se afastando de sua utilidade no plano divino, pois vai desfazendo os vínculos, a comunhão, o testemunho. Por não conhecerem os desígnios do diabo, maridos e esposas são levados a pensar que o cônjuge é seu inimigo. Manipulados pela força maligna que atua na alma humana, são induzidos, pelo diabo, a desistir de seu casamento por causa de pequenas divergências ou de um mal entendido. Essa é a razão de o apóstolo Paulo aconselhar em 2 Coríntios 2:11: “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.
Para alcançar vantagem sobre um casal cristão, o inimigo de Deus (e do casamento) primeiramente instiga um dos dois a valorizar o seu próprio ego, seus pensamentos e opiniões a respeito de algo. Conseguindo isso, ele vai levar cada um a se afundar em seus arrazoamentos e a acirrar o orgulho próprio. O que ele ou ela pensa a ser sua própria vontade é, de fato, uma mescla da vontade humana com a maligna. Uma vez presos em suas razões, tornam-se nulos para a vontade de Deus. Pior ainda, o que antes era apenas um pequeno desentendimento dá lugar para que as trevas predominem, com palavras e agressões verbais que jamais pensaram um dia proferir. Como resultado, o nome do Senhor, que devia ser glorificado por meio daquele casal, acaba sendo desonrado. Certamente não foi para isso que Deus nos uniu.
Deus nos uniu para que Sua vontade pudesse prevalecer. Em Mateus 6:9-10 o Senhor nos revela qual é Sua vontade para Seus filhos: ter Seu nome santificado entre eles; ter Seu reino trazido para a terra e Sua vontade feita nela, como é feita nos céus. Imagine se os casais cristãos praticassem isso! Que bênção e paz reinariam em casas e que impacto suas famílias causariam na sociedade! Quão úteis seriam nas mãos de Deus para evangelizar os vizinhos e socorrê-los nos momentos difíceis! Se negarmos a nós mesmos para que a vontade de Deus seja feita, nossa casa será uma pequena embaixada do reino dos céus.
Vamos cooperar com a vontade de Deus, invocando mais o nome do Senhor e dependendo Dele para falar e agir! Não demos lugar a nosso verdadeiro inimigo, o diabo (Efésios 4:27); pelo contrário, rejeitemos seus desígnios, para que ele não alcance vantagem entre nós e seja envergonhado e derrotado em nosso relacionamento conjugal.
“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria [...]. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4:31-32).
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